 Peter Moore, Presidente da EA Sports, escreveu no seu blog oficial algumas razões porque muitos dos titulos desportivos da EA não serão lançados para PC. As razões para a EA Sports colocar de parte o PC - pelo menos este ano - são muitas, mas parece que Peter Moore se está fugir à verdadeira razão pela qual os jogadores estão cada vez menos a apreciar os jogos da EA Sports para PC. As razões apontadas por Peter Moore: - O PC como plataforma para jogos desportivos autênticos, e com todas as licenças, piorou radicalmente no últimos três anos, altura em que as consolas da próxima geração, com gráficos de alta definição e capacidade de som 5.1, atrairam milhões de consumidores que largaram a experiência dos jogos no PC, para entrar na onda das consolas.
- O modelo do negócio de jogos para PC evoluiu de conteúdos em caixa para um modelo por download. A experiência online é superior, e centenas de companhias neste espaço estão a experimentar um modelo directo ao consumidor, incorporando conteúdos premium para download, download patrocinados, micro-transacções, subscrições e torneios de jogos em massa. - A pirataria é um problema. Desculpem, eu sei que muitos de vocês discordam de mim nisto, mas os números não mentem. As companhias gastam milhões a desenvolver conteúdos, e merecem ver um retorno do seu investimento. Os funcionários que desenvolvem o design do jogo, a programar ou a criar arte, merecem ser pagos pelo seu trabalho. - Quem investe, tem de fazer negociações dificeis, sabendo onde investir para obter o melhor retorno, para assim haver capital para fazer mais jogos. Têm de correr riscos dispendiosos na industria com novas propriedades intelectuais, para manter os jogos disponiveis para novas tecnologias e hardware. - Para se fazer alterações fundamentais para um sistema saudável, por vezes é necessários fazer um reset. Foi o que fizémos este ano na EA Sports quando retirámos algumas franquias do PC. Isto não significa que não estejam de volta para o ano que vem, com novas, e talvez menos dispendiosas maneiras de jogar todas as franquias no PC, mas apor agora estamos receptivos a todas as opções para alterar o paradigma que envolve os nossos jogos nesta plataforma.  Peter Moore, Presidente da EA Sports
O último ponto indica que o retirar dos jogos do PC é temporário, e de alguma forma concordamos com a última conclusão. Por vezes é preciso começar tudo de novo para melhorar a forma como o fazemos. Quanto ao resto, é óbvio que o investimento de uma empresa tem que dar lucros, mas não estamos própriamente a falar de uma companhia que produz por ano um ou dois jogos. Estamos a falar da Electronic Arts que gera milhões por ano, e que não deve ter muitos problemas finaceiros. No que diz respeito às consolas, é óbvio que se um jogo tiver gráficos fantásticos na PS3, não vamos querer jogar no PC com uma resolução de 800x600 ou 1024x768. Enquanto continuarem a desenvolver a versão para PC ao nivel da PS2, a coisa vai piorando. Sigam o exemplo da Crytek, que também para a EA desenvolveu Crysis, que não deve nada aos gráficos da PS3 ou XBox360.
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