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Esta semana a Ubisoft lançou o Far Cry 5 que, ao contrário do que se esperava, não inclui loot boxes.

Mesmo se ainda inclui microtransações, este poderá ser um sinal de que a polémica funcionalidade está em vias de desaparecer, uma vez que as criadoras não estarão dispostas a aguentar a publicidade negativa que se gerou ao longo dos últimos meses.


Semelhanças com um jogo de casino

Uma loot box é uma funcionalidade onde o jogador investe dinheiro real pela possibilidade de conseguir um prémio, que pode sair ou não. Quando um responsável político ou um jornalista perguntam se este não é exatamente o mesmo princípio de uma slot machine, é complicado argumentar o oposto. No caso de videojogos, como Overwatch ou Star Wars Battlefront 2, ainda é pior, pois não se espera que menores de idade se inscrevam para jogar no netbet.com ou em outras plataformas de casino, como acontece neste jogos.

Em vários pontos do mundo, surgiram críticas ao modo de atuação dos fabricantes, acusados de instalar verdadeiras slot machines nos jogos para explorar os impulsos de jogadores menores de idade.


Da Bélgica à Austrália

A polémica tem sido intensa. Em novembro de 2017, um organismo belga deliberou que as loot boxes eram semelhantes a jogos de azar e deveriam ser proibidas, o que levou o governo da Bélgica a apelar a uma proibição geral na Europa.

Por essa altura, no estado norte-americano do Havai, um político de apenas 37 anos (Chris Lee) liderava os esforços legislativos e mediáticos para criar barreiras às loot boxes. O objetivo seria proibir o seu acesso a menores de 21 anos.

Na Austrália, o jornal ABC divulgou uma extensa reportagem sobre o tema, onde ouvia ambas as partes da questão; contudo, os jogadores que defendiam a existência de loot boxes utilizavam argumentos pouco convincentes para uma opinião pública que não aceita que menores de idade tenham acesso a jogos de casino. Destacava-se a opinião do senador Jordon Steele-John, um político de apenas 22 anos, que defendia que os seus colegas senadores, por serem mais velhos, não estavam suficientemente sensibilizados para esta questão.

Finalmente, há poucos dias, foi a vez de um organismo na Alemanha (não vinculativo, tal como o seu congénere da Bélgica) apontar que as loot boxes podem, em algumas circunstâncias, violar as leis alemãs de proteção de menores nos média.

No meio de toda a polémica, não é de espantar que a Ubisoft já tenha lançado o seu título mais recente deixando de lado esta funcionalidade. Principalmente porque o jogo continua a ter microtransações; simplesmente, já não dependem da sorte do jogador e das “odds” do software.

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